terça-feira, 9 de julho de 2024

Abu Obaida escarnece Israel em declaração no 9° mês de guerra.

 





Organização armada do Hamas faz ataque crítico a Netanyahu

 

         Abu Obaida emite aviso a Israel. “ Aqui está nossos orgulhos combatentes dizendo ao inimigo todo dia: Não existe lugar para vocês em nossa  Gaza.” Israel está sofrendo dolorosos ataques em todo o lugar que eles invadem.

O porta voz da Al-Quassam ataca a inação de grupos internacionais sobre Gaza. O braço armado do Hamas divulgou a situação atual sobre Gaza.   

        Ele disse que os palestinos confrontam a agressão “Nazi-sionista-americana”, para defenderem sua terra e que depois de nove meses do massacre israelense, os combatentes do Hamas continuam respondendo: Nove meses se passaram desde o início da batalha de Al-Aqsa do último ano e nosso povo continua a enfrentar a agressão nazi-sionista-americana e o genocídio como punição por se manterem em suas terras, sua santidade e exercerem seu direito natural, cumprindo seu dever, de resistir e reivindicar seus direito natural e expulsar os ocupantes.

      Nove meses, nos lembramos ao mundo que a Inundação de AL-AQSA não foi o começo de nosso trabalho de resistência e não foi o começo da agressão da ocupação.  Foi, antes de tudo uma explosão da cara do inimigo depois de décadas de opressão, injustiça e tirania pelas gangues sionistas que afetam pessoas, as pedras, as árvores, as terras, o solo e as santidades.

      “Eles estão infligindo baixas no alvo inimigo e derrotando seu exército, do qual está fortemente armado e equipado, e coberto com fogo desde o mar, da terra e do ar. Sendo apoiado pelos Estados Unidos e Britânica, parceiro da agressão e genocídio. Nossos combatentes lutam bravamente, confrontando o inimigo como prometido desde o primeiro dia da agressão, matando e ferindo os soldados durante toda a longa duração da batalha. Tudo isto acontece em frente dos olhos do mundo e em transmissões ao vivo pelo mundo assistindo através de gaza a falsidade de organizações internacionais. A impotência da alegada lei de direitos humanos e a vergonha da seletiva justiça internacional.

     Ele disse que o mundo vê abertamente Israel praticar genocídio na Cisjordânia, Jerusalém e Gaza.

O mundo abertamente vê a prática sistemática de limpeza étnica e genocídio na Cisjordânia, e Gaza, e incita contra a presença da palestina nos territórios ocupados desde 1948. Nosso povo entende a natureza de sua batalha e a operação inundação de Al-Aqsa está refletida em uma opinião independente que mostrou, depois de meses de agressão, como esmagadoramente nosso povo em Gaza e na Cisjordânia apoia a operação Al-Aqsa e se reúne entorno de sua resistência.

     Abu Obaida disse que depois de nove meses de agressão, Hamas não está exausto, fragmentado e nem enfraquecido, nós estamos lutando em gaza sem suporte externo suprimento de armas e equipamentos. E nosso povo ainda persevera sem comida, água, ou medicina, e sobre uma criminosa guerra.

Ele ainda disse que Benjamim Netanyahu “ Não liga para os prisioneiros em gaza, Israel continua o massacre que matou 38.000 pessoas.

Fonte Hindustan Time: https://www.youtube.com/watch?v=fHThdf0HiIM

quinta-feira, 4 de julho de 2024

ECONOMIA NACIONAL EM SABOTAGEM

 


Nos últimos dias, mais uma crise se abriu no governo Lula. Motivado por uma série de fatores externos, o preço do dólar disparou. As consequências desse acontecimento, que acaba afetando o conjunto da indústria nacional, poderiam ser contidas por um conjunto de ações do Banco Central. Eis que, no entanto, o seu presidente nada fez, assistindo de braços cruzados ao caos instaurado.

Essa incompatibilidade entre as ações do Banco Central e os interesses do governo é um problema recente no cenário político. Até 2021, o presidente da República tinha plena liberdade para indicar os dirigentes da instituição responsável pela política monetária do País. Naquele ano, no entanto, o Congresso aprovou aquilo que já vinha sendo pedido pela direita havia muito tempo: a “independência” do Banco Central. Isto é, que o Banco Central se tornasse independente do governo – e, neste caso, ainda mais independente de qualquer ideia de controle popular.

Em declaração recente, o próprio presidente Lula explicou bem o significado do Banco Central “independente” – outrora chamado de “autônomo”. Disse ele: “quem quer o Banco Central autônomo é o mercado”. É uma conclusão óbvia: se o presidente, eleito por uma maioria da população, não é a pessoa que vai indicar o presidente do Banco Central, então o comandante de tal instituição irá obedecer interesses outros que não os da população. Em outras palavras, irá servir aos interesses dos maiores corruptores da humanidade, os bancos.

O Banco Central “independente” é, portanto, uma garantia a mais da grande burguesia de que seus interesses serão atendidos, independentemente do que queira o povo. É, neste sentido, algo parecido com o Supremo Tribunal Federal (STF), dirigido por 11 juízes que não foram eleitos por ninguém. Trata-se de um esquema tão bem montado para desmoralizar as medidas econômicas do governo que o modelo aprovado em 2021 permite que o atual presidente do Banco Central seja vinculado ao presidente da República passado! Isto é, permite que um presidente da República, ao deixar o cargo, deixe um cavalo de Troia seu em um dos postos mais importantes para o Estado brasileiro.

Esse aspecto grotesco da lei de 2021 também foi recentemente denunciado por Lula:

“Eu estou há dois anos com o presidente do Banco Central do [ex-presidente Jair] Bolsonaro, não é correto isso. (…) Eu tenho que, com muita paciência, esperar a hora de indicar o outro candidato, e ver se a gente consegue… ter um presidente do Banco Central que olhe o país do jeito que ele é, e não do jeito que o sistema financeiro fala”.

Ainda que as denúncias de Lula estejam no sentido correto, pois se voltam contra um elemento que está sabotando abertamente o seu governo e a economia nacional, elas não têm sido muito bem sucedidas. Afinal, as denúncias precisariam servir para impulsionar um movimento capaz de derrotar aqueles que hoje sabotam a economia nacional.

O problema, no entanto, é que o governo conta com sabotadores também dentro dele mesmo. É o caso, por exemplo, da ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), que é uma defensora, dentro do governo Lula, da política de Campos Neto. É o caso também de Fernando Haddad, ministro da Fazenda que, ainda que seja filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT), tem atuado muito mais como interlocutor do grande capital que propriamente como porta-voz dos interesses nacionais.

Não será possível levar adiante uma luta para que o País se desenvolva carregando esses pesos mortos. Pelo contrário: se não houver um combate àqueles que estão sufocando o governo e o povo brasileiro a mando dos bancos, a situação do País será cada vez mais perigosa.

texto: https://causaoperaria.org.br/2024/abaixo-os-sabotadores-da-economia-nacional/

quarta-feira, 3 de julho de 2024

CRISE NO ESTADO DE ISRAEL

 


 

Mais de 70.000 desabilitados do Exército de Ocupação Israelense, mortes de soldados, mutilados e principalmente vítimas de stress pós-traumático. Há duas semanas o ministério da defesa de reabilitação, divulgou alto número de taxas de baixas no campo de batalha. De acordo com um relatório aproximadamente 8.663 soldados sionistas da lista precisam de reabilitação física e mental. A divisão de reabilitação do ministério israelense reportou que 35% dos soldados feridos na guerra estão sofrendo de transtornos mentais. O departamento disse que espera um adicional de 20.000 soldados como andamento do conflito até 2024. O Relatório sugere que cerca 40% desses indivíduos podem experenciar problemas mentais, em 7 de junho de 2024, o Soldado Eliran Mizrahi cometeu suicídio após ser novamente convocado por sofrer de desordem de stress pós-traumático.

Ministério da defesa quer recrutar mais 10.000 israelenses para lutar contra a resistência palestina. Entre eles os judeus ortodoxos que historicamente são protegidos para não servirem o exército de ocupação. Uma parte expressiva desses judeus são contra a guerra e por serem uma comunidade tradicionalista e religiosa, não estão preparados para entrar em combate, isso é uma prova do tamanho da crise política e militar de Israel. O número de Judeus ortodoxos convocados é quase 5000.

A Jihad Islâmica lança seu maior ataque, 20 foguetes foram disparados, Iron Dome não consegue interceptar todos os foguetes, ataque foi reivindicado em 1 de julho. A mídia israelense “Times of Israel” reportou que os alvos eram comunidades na fronteira de Gaza. O exército de ocupação o israelense disse que os foguetes foram lançados de Khan Younis ao sul da Faixa de Gaza. Não houve relatos de feridos por parte de Israel. Depois de 8 meses de guerra, grupo estimado antes do começo da guerra em 8 mil combatentes, o que não pode ser dado como certo, continua demonstrando uma grande capacidade militar.

 Hesbollah fez ataques pesados, em retaliação ao assassinado de um seu comandante, o primeiro ataque foi à unidade Gulan 210 e eles também tiveram como alvo uma base aérea de defesa e antimísseis com 100 mísseis Katiusha ao lado outros múltiplos ataques no norte de Israel, Israel declarou que tiveram múltiplos incêndios e que foram pesados nessas bases, mas eles não revelaram mais informações quando se trata dos danos. Os ataques do Hesbollah são muito sofisticados, eles acertam tudo o que eles atacam, estamos nos aproximando de uma total escalada, se Israel continuar a realizar assassinatos de “seletivos” no líbano, o Hesbollah não apenas retaliaria como já está fazendo, mas poderia desencadear novamente uma resposta israelense. Existe uma divulgação sobre uma possível invasão de Israel ao Líbano, mas na prática vemos o exército de ocupação israelense fazendo treinamentos de defesa dos assentamentos no norte para prevenir uma invasão de unidades de elite do Hesbollah. Fonte: Mahmood https://www.youtube.com/watch?v=tZPsEzbkZ1Y


terça-feira, 2 de julho de 2024

PROFESSOR PALESTINO ENTREVISTADO PELA AND

Entrevista completa, no link: https://www.youtube.com/watch?v=kI3dERJQS9I&t=520s



 Jornalista da "A Nova Democracia". Ana Nascimento:

Minha primeira pergunta para você, professor Muslin o que aconteceu quando você chegou no Brasil, eu gostaria de saber se você poderia nos explicar com mais detalhes como tudo aconteceu?
 
Obrigado. Eu sou um professor palestino acadêmico que mora em Kuala Lumpur, eu moro aqui há vinte anos. Eu trabalho em uma Think Tank que tenta promover algum entendimento sobre o Oriente Médio e claro que por ser um palestino eu sempre falo da Questão Palestina. Eu participei de conferências internacionais colaborei na elaboração de livros e capítulos de livros, publiquei artigos na Palestina e em diversas línguas, vir ao Brasil era para ser uma mera visita familiar. Eu vim ao brasil há mais ou menos um ano e meio atrás para visitar o meu irmão e a minha mãe se juntou a nós naquela época e eu pensei que seria bom visitar o meu irmão novamente. Após todos esses anos no Brasil e foi uma vigem muito longa com a família e após quase 40 horas de viagem trânsito e longas viagens, chegamos em São Paulo, no aeroporto de Guarulhos. Agora, foi uma recepção muito inesperada. Nós saímos do avião e uma vez que pisamos no aeroporto, fomos abordados por policiais federais e eu não me recordo se eram quatro ou cinco policiais, todos com distintivos e todos eles nos prenderam no aeroporto. Eles vieram diretamente até mim, chamando me chamando pelo meu nome “senhor Muslin”. E eu respondi, “sim, sou o senhor Muslin” eles me levaram para uma sala de interrogatório por umas duras horas, eu perdi a noção do tempo, pois foi uma experiência muito desagradável. 
Eles perguntaram sobre meu trabalho, Palestina, perguntas esquisitas, incluindo qual mesquita eu frequentava. Porque a polícia liga para qual mesquita eu vou para rezar? A polícia perguntou o que eu acho sobre a situação de Gaza e assim por diante, é claro, apesar de não ter sido uma coisa comum de acontecer, isso nunca havia acontecido comigo antes, então eu tentei entrar em uma conversa com eles para ver onde isto estava indo, então comecei a me sentir muito desconfortável, um oficial americano se juntou à conversa, ela era bastante provocativa, não sei ao certo se era brasileira ou americana, deixo isso para meu advogado e à corte para resolver este problema, ela começou a perguntar coisas provocativas sobre minhas opiniões sobre a Palestina, sobre a Resistência Palestina. Então, essa conversa desagradável de duas ou três horas acabou isto quando um policial sênior entrou na sala e disse: “você está proibido de frequentar o Brasil”. Então eu perguntei; e a minha família? Então ele disse que todos estavam negados de entrar no Brasil você sabe, minha família é da Malásia, então eu pensei que diferentes leis se aplicariam a eles. Mas, quando pedi esclarecimentos: “por que estou sendo negado de visitar o Brasil?”. Não tem esclarecimento.” Eles disseram.
 Então, nos escoltaram para outro aeroporto, eu senti e notei que haviam muitos refugiados chegando naquela área provavelmente buscando asilo tive até uma conversa com um deles eles me disseram que estavam voltando do asilo então não sabia tanto sobre tais leis. Eu não estava interessado em fazer isto apesar da oportunidade de estar ali, eu nunca pedi por asilo durante as 48 horas que estivemos no aeroporto porque era uma visita social, eu tinha  a passagem de volta para duas semanas, depois planejávamos visitar meu irmão, encontramos membros da família e voltar para a Malasia, para trabalhar e para nossos compromissos, é uma infelicidade que eles insistiram que não poderíamos entrar no país, contatei meu irmão, amigos.
 Ativistas no Brasil conseguiram um advogado, o que aconteceu foi para toda a mídia, nós contrariamos o pedido da polícia na corte mas, infelizmente, penso que nosso advogado de defesa não teve tanto tempo e não teve tanta chance para me defender na corte porque planejamos apelar à decisão da justiça enviei ao advogado todos os documentos para confrontar essas alegações. Você sabe, a polícia não estava agindo por eu ter violado  as leis brasileiras eu tenho respeito, eu tenho muito respeito pelo Brasil, o povo brasileiro e a lei brasileira.  Eu sei muito bem que a lei brasileira não criminaliza nenhum grupo da Resistência Palestina e sei muito bem que o posicionamento do Brasil sobre a Palestina é claro. Brasil é contra o genocídio em Gaza, e está prestando apoio ao estado Palestino e a liberdade do povo Palestino, então as perguntas foram muito esquisitas e a decisão final foi me banir, também foi muito esquisita.
Seguirei perseguindo esse objetivo legalmente, tenho muito respeito pela lei no Brasil e eu respeito o processo legal, eu espero ser bem sucedido em contornar essa decisão espero poder retornar ao Brasil de novo. Mas dessa vez, se eu tiver a oportunidade de visitar o Brasil. Não visitarei apenas meu irmão e minha família, mas meus vários amigos que expressam solidariedade, que escrevem cartas, provavelmente visitarei universidades e construirei, você sabe, boas relações acadêmicas com instituições acadêmicas do Brasil.

Então, há sempre uma razão para tudo que ocorre na vida. Apesar de ter sido desanimador isto após uma longa viagem, não consegui ver meu irmão, nem por cinco minutos como eu pedi para a polícia algumas vezes e meu irmão não foi permitido de entrar, na área fechada que eu estava no aeroporto, apesar de ter sido desapontante, eu sinto que haverão melhores oportunidades no futuro e isto é muito pequeno perto do que está ocorrendo com o povo em Gaza na Palestina no momento. Enquanto nos fomos detidos no aeroporto e submetidos a uma série de experiências desagradáveis, há dezenas de crianças palestinas sendo bombardeadas, sendo perseguida em gaza, então eu ainda sou grato pelo que ocorreu, foi uma experiência que abriu meus olhos para o poder do infame lobby sionista que ocorre até mesmo no Brasil. Isto provavelmente abriu os olhos do governo brasileiro e do povo brasileiro que forças obscuras estão tentando influenciar, o progresso, e a política do país. Não penso que o USA, Israel ou qualquer potência estrangeira deveriam ter autoridade ou poder. O Brasil deveria ter autoridade ou poder para decidir por uma grande, grande, nação como o Brasil e decidir que entra e quem sai.