quinta-feira, 7 de setembro de 2023

IMPERIALISMO FRANCÊS EM CRISE

UM PAÍS VICIADO NA PILHAGEM DAS EX-COLÔNIAS

 

A França continua sendo um país imperialista e opressor na África, essa realidade é mantida oculta pelos monopólios de mídia. Um grande continente como esse é quase invisível para a grande imprensa mundial e apenas atualmente os africanos vem ganhando destaque pela ousada ascensão dos novos dirigentes dos países atrasados dominados, porém agora, em busca de um desenvolvimento próprio e o fim da brutal dependência econômica. Outro motivo importante é a guerra na Rússia ao criar um deslocamento diplomático a favor da continuidade da luta por independência nacional de muitos países africanos.
      Mesmo como toda a manipulação cínica dos dirigentes da Europa ocidental feita através dos discursos em nome da democracia liberal, da ética, do multiculturalismo, do meio ambiente, ou seja, tudo o que é visto cotidianamente pela imprensa capitalista e nada tem a ver com a luta por melhores condições de vida do povo africano, os trabalhadores de todo mundo começam a tomar consciência da verdade. Quem se lembra da enorme campanha multiculturalista na final da copa do mundo, França x Argentina, elogiando a grande quantidade de descendentes africanos na seleção francesa? Era uma grande farsa para cobrir a continuidade de uma política de pilhagem em favor dos privilégios da burguesia e do Estado francês.
     Desde o gradativo fim da colonização na África, após a segunda guerra mundial, a França foi perdendo o controle administrativo direto das suas colônias, enquanto nação governante direta de vários povos africanos, mesmo assim catorze países africanos devem pagar um absurdo imposto colonial. Essa é uma das principais razões causadoras das insurgências nas forças armadas em diversos países contrários a continuidade da opressão da antiga metrópole. Essa política de tributação dura desde 1961 e os países prejudicados são:  Benin, Burkina Faso, Guiné Bissau, Costa do Marfim, Mali, Níger, Senegal, Togo, Camarões, República Centro Africano, Chade, Congo-Brazzaville, Guiné República Equatorial e Gabão, catorze ao todo
     O governo francês nas últimas décadas de forma canalha defende a necessidade de fazer financiamentos a alto valor, custo comercial, para as ex-colônias, pois historicamente os franceses, segundo eles, contribuíram com a construção da infraestrutura dos países africanos, uma vergonha e uma mentira que oculta toda exploração do povo africano e o roubo de recurso naturais. Além do mais, os catorze países devem depositar no mínimo sessenta e cinco por cento de suas reservas cambiais no Banco Central da França, BCF, como consequência cada país africano mesmo tendo seu Banco Central, não tem política monetária própria. Essa política gera um enorme fundo investido a favor de especuladores, a maioria franceses, beneficiados por essa prática imposta. Estimasse que o Estado Francês tenha quinhentos bilhões de dólares em seu tesouro nacional acumulados dos países africanos. Os países podem acessar apenas quinze por cento desses valores se precisarem de mais deverão fazer empréstimos com taxas comerciais, os empréstimos podem ser de até vinte por cento da receita dos países do ano anterior.
      O governo da França e os empresários franceses também tem o direito preferencial sobre qualquer recurso natural descoberto, apenas quando o governo e os empresários franceses não tem interesse na exploração é possível que outro país acesse os recursos. As empresas francesas tem prioridade nos contratos públicos de licitações estas são sempre pensadas em primeiro lugar, assim os empresários franceses tem o controle dos principais serviços, de água, energia, portos, bancos e até no comércio, construção e na agricultura. Existem bem mais motivos aos golpes ocorridos nos últimos dois anos, até o mês de agosto, como a obrigação de mais de uma dezena de países utilizarem a mesma moeda, o franco CFA. São seis mudanças de governo nos países dominados pela França protagonizados até o momento pelos países: Chad, Mali, Guiné, Burkina Fasso, Níger e Gabão na respectiva ordem, até o final do mês de agosto de 2023. 
A tendência é que ocorram mais golpes em outros países oprimidos pelo Imperialismo francês. Todos os trabalhadores brasileiros devem defender a luta pela nova libertação dos povos africanos, tendo em mente a brutal especulação da economia mundial e defender uma verdadeira comunidade global contra os pilhadores disfarçados de civilizados, democráticos, multiculturalistas, ambientalistas...

 

              Países rebeldes contra o imperialismo francês

Obs: Sudão é uma ex-colônia britãnica